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Polícia procura mulher suspeita de participação em latrocínio que matou idosa de 84 anos em Pedralva, MG

Três homens foram presos durante as investigações, incluindo um sobrinho da vítima; suspeitos teriam invadido a residência na zona rural, amarrado os moradores e roubado dinheiro, joias e outros pertences.

Por Redação | Portal A Gazeta RM

A Polícia Civil procura uma mulher de 49 anos suspeita de participação no latrocínio que resultou na morte de Zilda Villas Boas, de 84 anos, na zona rural de Pedralva, no Sul de Minas Gerais. O crime ocorreu na madrugada de quarta-feira (28), quando criminosos invadiram a residência da vítima, renderam os moradores e levaram dinheiro e objetos de valor.

Três homens, com idades de 37, 30 e 27 anos, foram presos durante as investigações. Entre eles está um sobrinho da idosa, de 37 anos, apontado pela polícia como suspeito de envolvimento na ação criminosa.

Segundo as informações divulgadas pelas autoridades, a mulher procurada já possuía um mandado de prisão por tráfico de drogas. A Polícia Civil também solicitou à Justiça a prisão preventiva dela e dos demais investigados. Os pedidos ainda dependem de análise do Poder Judiciário.

De acordo com o delegado Marcelo Ângelo, responsável pela investigação, as equipes chegaram aos primeiros suspeitos após analisar imagens de câmeras de segurança. Os registros teriam mostrado o sobrinho da vítima em contato com a mulher procurada e outros homens algumas horas antes do crime.

O material contribuiu para direcionar as diligências e confrontar as versões apresentadas pelos envolvidos.

Segundo o delegado, o depoimento do sobrinho apresentou contradições em relação às informações obtidas durante a investigação. A polícia também apura se ele tinha conhecimento de que a tia mantinha dinheiro guardado na residência.

A possível participação de cada investigado ainda está sendo esclarecida. Os investigadores buscam estabelecer como o grupo teria planejado a invasão, qual teria sido a função de cada suspeito e de que maneira os envolvidos tiveram acesso às informações sobre os bens mantidos no imóvel.

A identificação do veículo utilizado pelo grupo permitiu que as equipes acompanhassem o deslocamento dos suspeitos até a capital paulista.

Em uma ação integrada entre as polícias de Minas Gerais e de São Paulo, dois homens, de 30 e 27 anos, foram localizados e presos na região da Marginal Tietê, em São Paulo.

Com eles, os policiais apreenderam aproximadamente R$ 5,8 mil em dinheiro, documentos pertencentes às vítimas, joias e o automóvel que aparece nas imagens analisadas durante a investigação.

Os objetos apreendidos poderão auxiliar na apuração da origem dos bens e na reconstrução dos acontecimentos. A polícia também trabalha para identificar outros materiais que possam ter sido levados da residência.

Conforme informações da Polícia Militar, os criminosos entraram na casa durante a madrugada, dominaram os moradores e os amarraram em diferentes pontos do imóvel.

Quando os policiais chegaram ao local, encontraram a residência revirada e pertences espalhados. Zilda Villas Boas foi localizada morta, com uma lesão na cabeça.

A causa exata da morte depende da conclusão dos exames periciais. Até o momento, as informações divulgadas indicam a existência de um ferimento na cabeça, mas não permitem afirmar definitivamente qual mecanismo provocou o óbito.

A polícia também investiga quanto dinheiro e quantos objetos foram levados durante a ação.

O major da Polícia Militar Glauber Araújo Saraiva informou que havia relatos de que a idosa mantinha uma quantia significativa em dinheiro na residência. Uma das vítimas que sobreviveu confirmou ainda o roubo de aparelhos celulares.

Além da morte da idosa, outros dois moradores, de 91 e 67 anos, ficaram feridos durante a invasão.

Segundo as informações divulgadas, uma das vítimas conseguiu se soltar por volta das 3h30 e pedir ajuda, possibilitando o acionamento das equipes de emergência.

O homem mais novo permanecia hospitalizado em Itajubá, conforme o relato divulgado durante as investigações. Não foram informadas atualizações sobre seu estado de saúde.

A ocorrência mobilizou equipes policiais e de atendimento, enquanto os investigadores iniciaram os levantamentos para identificar os responsáveis e localizar possíveis provas relacionadas ao crime.

Uma das linhas de investigação considera a possibilidade de que o crime tenha sido motivado pela expectativa de encontrar dinheiro na residência. Entre as hipóteses analisadas está a de que o sobrinho da vítima enfrentasse dificuldades financeiras e soubesse que a tia guardava valores no imóvel.

Essa possibilidade, entretanto, ainda precisa ser confirmada pelas investigações. A polícia continua reunindo depoimentos, analisando imagens e examinando os materiais apreendidos para esclarecer a motivação e a participação de cada suspeito.

O caso é investigado como latrocínio, crime caracterizado pelo roubo que resulta em morte. A tipificação definitiva e as responsabilidades individuais serão analisadas no curso da investigação e do processo judicial.

A Polícia Civil segue trabalhando para localizar a mulher procurada, esclarecer a dinâmica da invasão e verificar se outras pessoas participaram do planejamento ou da execução do crime.

Os pedidos de prisão preventiva apresentados pela investigação ainda dependem de decisão judicial. Até que haja condenação definitiva, os suspeitos têm assegurados os direitos previstos na legislação, incluindo a presunção de inocência.

O caso chamou a atenção pela violência empregada contra os moradores e pela suspeita de que informações sobre a existência de dinheiro na residência possam ter sido utilizadas para viabilizar a ação criminosa. As autoridades buscam agora esclarecer todos os detalhes do ocorrido e reunir elementos para a responsabilização dos envolvidos.

Foto: Reprodução

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