Escabiose foi identificada em pacientes e funcionários do Hospital Municipal Universitário de Taubaté; Secretaria de Saúde afirma que situação está sob monitoramento e isolada a setores específicos.
Por Redação | Porta A Gazeta RM
A Prefeitura de Taubaté (SP) confirmou a ocorrência de casos de sarna (escabiose) no Hospital Municipal Universitário de Taubaté (HMUT) ao longo do mês de janeiro. Segundo a administração municipal, foram registrados 51 casos relacionados à condição, sendo 12 entre pacientes internados e 39 entre funcionários da unidade. As autoridades de saúde afirmam que a situação está sob controle e monitoramento das equipes de vigilância.
Conforme a Prefeitura, a resposta ao surto envolveu a ativação de protocolos estabelecidos pelo Serviço de Controle de Infecção Hospitalar, com o apoio das Vigilâncias Epidemiológica e Sanitária. Entre as medidas adotadas constam procedimentos internos de desinfecção, bloqueio dos setores específicos onde os casos foram confirmados, monitoramento contínuo da situação e afastamento preventivo de servidores com sintomas ou em investigação.
A administração municipal informou que os registros de escabiose ficaram restritos a áreas determinadas dentro do hospital e que não houve casos identificados na ala de maternidade, que segue funcionando normalmente. Segundo as autoridades, a exclusão dessa área tende a reforçar a eficácia das ações de contenção implementadas pela unidade e pelas vigilâncias municipais.
Ainda conforme a Prefeitura, todos os casos diagnosticados seguiram os protocolos de isolamento e tratamento clínico adequados. Os funcionários afetados ou com suspeita da doença foram afastados das atividades, receberam tratamento e permanecem em processo de reavaliação antes de eventual retorno ao trabalho. A gestão municipal ressaltou que o acompanhamento permanece ativo e que novas medidas podem ser adotadas caso haja necessidade de ajustamento da estratégia de controle.
A escabiose, ou sarna humana, é uma parasitose cutânea causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei var. hominis, transmitida principalmente por contato prolongado pele a pele. A condição costuma causar coceira intensa e lesões na pele, e é tratada com medicamentos específicos e protocolos de higiene para impedir a sua propagação, especialmente em ambientes coletivos ou de internação hospitalar.
Especialistas em saúde pública recomendam que, em caso de suspeita de escabiose, o indivíduo procure avaliação médica para confirmação diagnóstica e orientação de tratamento, ao invés de recorrer à automedicação. O manejo clínico adequado é essencial para interromper a cadeia de transmissão em instituições de saúde ou na comunidade.
A Prefeitura reforçou a importância da vigilância e continuidade das ações de controle no HMUT, assegurando que a situação permanece sob observação e que os esforços seguem voltados à proteção de pacientes, acompanhantes e profissionais de saúde envolvidos na assistência.
Foto: Google Maps




