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Professora é afastada após denúncias de agressão contra alunos em escola municipal de São Thomé das Letras, MG

Mães relatam episódios envolvendo crianças de 7 anos e afirmam que os alunos passaram a demonstrar medo de frequentar as aulas; direção informa que apura os relatos e que os envolvidos terão direito à defesa.

Por Redação | Portal A Gazeta RM

Uma professora eventual foi afastada após denúncias de possíveis agressões contra alunos da Escola Municipal Portal das Letras, em São Thomé das Letras, no Sul de Minas Gerais. Os relatos foram apresentados por mães de estudantes que frequentam a unidade escolar e envolvem supostos episódios ocorridos durante atividades em sala de aula.

O caso veio à tona depois que a mãe de um menino de 7 anos procurou a direção da escola para pedir esclarecimentos sobre uma situação que, segundo o relato da criança, teria ocorrido na quarta-feira (7). A mãe afirma que o filho teria sido empurrado pela professora quando foi entregar uma atividade escolar.

Mãe relata episódio envolvendo filho de 7 anos

A costureira Michelle Cristiane Pinto contou que soube do ocorrido na manhã seguinte, quando preparava o filho para ir à escola. Segundo ela, a criança demonstrou estar abalada e relatou o que teria acontecido em sala de aula.

De acordo com Michelle, o menino contou que foi entregar a lição à professora eventual, que substitui a docente titular da turma durante um período de licença, e teria sido empurrado, caindo sobre uma cadeira.

A mãe afirmou que ficou surpresa com o relato e decidiu procurar a instituição para pedir esclarecimentos e providências.

Michelle também declarou que já havia ouvido comentários de outras crianças sobre o comportamento da profissional em sala de aula, incluindo supostos episódios de gritos e batidas na mesa. Ela ressaltou que espera que a situação seja apurada e que as medidas cabíveis sejam adotadas.

“Eu estou aguardando que a escola exonere e tome as medidas cabíveis, porque a gente vai tomar, a gente vai atrás do Ministério Público, a gente vai fazer o que for possível para que não fique impune essa situação”, afirmou.

Testemunha afirma ter presenciado a situação

Uma mulher que estava na escola para buscar o próprio filho afirmou ter presenciado um episódio envolvendo a professora e um estudante.

Segundo a testemunha, ao chegar à sala, percebeu que a docente gritava com as crianças. Em seguida, relatou ter visto um aluno se levantar para entregar um caderno à professora.

A mulher afirma que, após receber o material, a profissional teria jogado o caderno e empurrado o estudante, ordenando que ele voltasse ao lugar.

A testemunha disse que, depois de buscar o filho, procurou informações sobre a identidade da professora e decidiu comunicar o ocorrido à direção da escola. Ela preferiu não se identificar.

O relato deverá ser considerado no processo de apuração, juntamente com as informações apresentadas pelas famílias e pela equipe escolar.

Outra mãe relata suposta agressão contra a filha

A mãe de outra estudante da turma, Laudiene Nascimento, também afirmou que a filha teria passado por uma situação semelhante na semana anterior.

Segundo Laudiene, a menina contou que foi entregar uma atividade à professora e que a folha teria sido jogada contra seu rosto, atingindo a região dos olhos e provocando dor.

A mãe relatou que a filha costuma contar em casa como foi o período escolar e que, naquele dia, mencionou o episódio espontaneamente.

Ainda conforme Laudiene, depois do ocorrido, a criança passou a demonstrar receio de voltar à escola e chegou a pedir para não frequentar as aulas.

A mãe disse estar preocupada com os possíveis impactos da situação sobre a segurança emocional da filha e espera que a escola esclareça o que aconteceu e adote medidas para garantir um ambiente adequado aos estudantes.

Direção afirma que está tomando providências

A diretora da Escola Municipal Portal das Letras, Elaine Cristina de Castro, informou que a instituição acolheu a mãe que procurou a escola e que as providências necessárias estão sendo tomadas para apurar as denúncias.

Segundo a diretora, a apuração exige que os envolvidos sejam ouvidos e que sejam respeitados os procedimentos previstos para esse tipo de situação.

Elaine afirmou que a escola orientou a família e reforçou que as medidas necessárias estão em andamento.

A direção também destacou a importância de assegurar o direito à ampla defesa durante a apuração, antes de uma conclusão definitiva sobre os fatos relatados.

Professora não se manifestou

A reportagem de uma TV regional procurou a professora citada nas denúncias para que apresentasse sua versão dos acontecimentos, mas ela optou por não se manifestar. Também foi realizado contato com a advogada da profissional, sem retorno até a publicação desta matéria.

As denúncias ainda precisam ser devidamente apuradas. Até que haja uma conclusão, os episódios devem ser tratados como relatos atribuídos às famílias e à testemunha, sem antecipar responsabilidades individuais.

O caso reforça a importância de que denúncias envolvendo a integridade de crianças no ambiente escolar sejam apuradas com seriedade, transparência e respeito aos direitos de todos os envolvidos, garantindo a proteção dos estudantes e o esclarecimento dos fatos.

Foto: Devanir Gino

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