Skip to content

Profissionais apostam na implantação da musicoterapia na saúde pública de Cruzeiro, SP

Por Redação | Porta A Gazeta RM

Profissionais de musicoterapia discutem a necessidade de implantar a musicoterapia como prática complementar nos atendimentos da atenção básica, hospitalar e de saúde mental em Cruzeiro. A proposta, que já vinha sendo estudada em gestões anteriores, volta a ser pauta e depende agora de análise técnica e administrativa da Secretaria Municipal de Saúde para avançar.

A musicoterapia é reconhecida no Brasil como uma prática terapêutica e integra a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) do Sistema Único de Saúde (SUS), instituída pelo Ministério da Saúde. Seu uso é autorizado como recurso complementar, desde que aplicado por profissional habilitado, com formação específica na área.

De acordo com informações da área da saúde, a implantação da musicoterapia em Cruzeiro já havia sido iniciada em fase de planejamento durante a gestão anterior da Secretaria de Saúde. O processo envolvia estudos técnicos e avaliação da viabilidade de inserção do serviço na rede municipal. A continuidade da proposta agora depende de decisão administrativa e da definição de como o atendimento poderá ser estruturado dentro do SUS municipal.

Para que serve a musicoterapia

A musicoterapia utiliza a música e seus elementos — como som, ritmo, melodia e harmonia — de forma terapêutica, com objetivos clínicos bem definidos. A prática não se resume à audição musical, mas envolve intervenções planejadas para promover melhora da saúde física, emocional, cognitiva e social dos pacientes.

No SUS, a musicoterapia pode ser aplicada em diferentes contextos, como:

– Unidades Básicas de Saúde (UBSs)

– Hospitais

– Centros de Atenção Psicossocial (CAPS)

– Ambulatórios e programas de reabilitação

– Benefícios apontados por estudos e experiências no SUS

Diversos estudos e experiências já adotadas em outras cidades brasileiras apontam benefícios da musicoterapia, entre eles:

– Redução da ansiedade, estresse e sintomas depressivos

– Auxílio no controle da dor e no relaxamento

– Estímulo à memória, comunicação e atenção

– Apoio ao tratamento de transtornos mentais, como depressão e ansiedade

– Melhora do vínculo entre pacientes e equipes de saúde

– Contribuição para o bem-estar de idosos, crianças, pessoas com deficiência e pacientes em cuidados paliativos

Na área hospitalar, a musicoterapia tem sido utilizada como apoio ao tratamento clínico, ajudando a humanizar o atendimento e a reduzir o uso excessivo de medicação em alguns casos. Já na saúde mental, a prática é considerada um recurso importante para expressão emocional e fortalecimento do processo terapêutico.

Para que a musicoterapia seja efetivamente implantada em Cruzeiro, é necessário que a Secretaria Municipal de Saúde:

– Avalie a proposta sob o ponto de vista técnico e orçamentário

– Defina a forma de contratação ou parceria com musicoterapeutas habilitados

– Estruture o serviço dentro das diretrizes do SUS e da PNPIC

– Estabeleça critérios de atendimento e acompanhamento dos pacientes

Especialistas destacam que a adoção da musicoterapia não substitui tratamentos convencionais, mas atua de forma complementar, ampliando as possibilidades de cuidado e promovendo uma abordagem mais humanizada da saúde.

A discussão sobre a implantação do serviço reforça o debate sobre inovação, prevenção e cuidado integral na saúde pública de Cruzeiro, especialmente em um momento em que práticas integrativas ganham espaço como ferramentas de apoio ao tratamento e à qualidade de vida da população.

Foto: Divulgação

Conteúdo Relacionado