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Projeto em presídio de São Lourenço, MG alia trabalho prisional à pavimentação urbana

Iniciativa permite produção de blocos de concreto por detentos e contribui para ressocialização e redução de custos municipais

Por Redação | Porta A Gazeta RM

A Polícia Penal de Minas Gerais (PPMG), por meio do Presídio de São Lourenço, desenvolve um projeto que integra trabalho prisional à melhoria da infraestrutura urbana no município de São Lourenço. A iniciativa consiste na produção de blocos de concreto utilizados na pavimentação de ruas da cidade.

Realizado em parceria com a prefeitura, o programa foi implantado em 2011 e tem como objetivo promover a ressocialização de pessoas privadas de liberdade, ao mesmo tempo em que contribui para a redução de custos da administração pública.

Atualmente, seis custodiados participam da atividade, com possibilidade de ampliação conforme a demanda. A produção ocorre em uma área anexa à unidade prisional, onde são fabricados aproximadamente 15 mil bloquetes e pavers por mês. A matéria-prima utilizada no processo é fornecida pelo município.

A pavimentação com blocos de concreto é amplamente utilizada em São Lourenço, o que demanda manutenção constante. Nesse contexto, o trabalho realizado dentro do presídio contribui para agilizar os serviços de reparo e conservação das vias públicas.

De acordo com a direção da unidade, a proposta vai além da atividade produtiva. O diretor-geral do presídio, Welington Balde de Oliveira, afirma que o projeto tem impacto direto no processo de reintegração social dos participantes.

Segundo ele, o envolvimento nas atividades proporciona o desenvolvimento de habilidades profissionais, disciplina e senso de responsabilidade, fatores considerados importantes para o retorno à sociedade.

A seleção dos detentos que participam do projeto é feita pela Comissão Técnica de Classificação, que avalia critérios como comportamento e aptidão para o trabalho.

Além da capacitação profissional, os participantes também têm direito à remição de pena, mecanismo previsto na legislação brasileira que permite a redução de um dia da condenação a cada três dias trabalhados.

A iniciativa segue em funcionamento e é apontada como um exemplo de política pública voltada à ressocialização, aliando atividade produtiva à prestação de serviços de interesse coletivo.

Fotos: Divulgação

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