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Vereador cobra “choque administrativo” e crítica situação de Cruzeiro, SP durante sessão da Câmara

Parlamentar relatou reclamações de moradores sobre limpeza urbana, transporte coletivo, obras de saneamento, calçamento e Distrito Industrial

Por Redação | Portal A Gazeta RM

Durante a sessão da Câmara Municipal de Cruzeiro realizada na segunda-feira (5), um vereador utilizou a tribuna para fazer críticas à situação administrativa do município e relatar reclamações que, segundo ele, vêm sendo apresentadas por moradores durante suas visitas e atividades pela cidade.

Sem deixar clara uma posição de oposição ou apoio ao governo do prefeito Kleber Silveira, o parlamentar adotou um tom de cobrança e afirmou que o município precisa passar por um “choque administrativo”.

De acordo com o vereador, entre as principais reclamações apresentadas pela população estão problemas relacionados à limpeza urbana, conservação de espaços públicos, transporte coletivo, obras de saneamento, pavimentação e implantação de um novo Distrito Industrial nas proximidades da rodovia Presidente Dutra.

Durante o pronunciamento, ele afirmou ter recebido cobranças de moradores sobre as condições de limpeza da cidade. Ao citar especificamente a região do Mercado Municipal, relatou ter encontrado o local, em suas palavras, em situação inadequada.

“Muita sujeira na cidade. Mercado, sábado, estava uma imundície”, afirmou o vereador durante a sessão.

O parlamentar também mencionou críticas relacionadas a um calçamento que, segundo moradores, teria sido executado de maneira inadequada. Na sequência, questionou a destinação de recursos que, conforme seu relato, teriam sido autorizados para obras relacionadas ao sistema de água do município.

“Onde está o dinheiro que nós autorizamos, R$ 29 milhões para a situação das águas em nossa cidade? Cadê o projeto iniciado?”, questionou.

O valor citado pelo vereador e a situação atual dos recursos e projetos mencionados não foram detalhados no pronunciamento. Para uma avaliação precisa, seria necessário consultar os documentos oficiais da Prefeitura e da Câmara, incluindo leis autorizativas, contratos, licitações, empenhos e cronogramas das respectivas obras.

Distrito Industrial também foi citado

Outro ponto abordado foi o Distrito Industrial. O vereador questionou o andamento de iniciativas para implantação ou estruturação da área e afirmou que recursos teriam sido liberados para essa finalidade.

“Onde está o nosso Distrito Industrial que nós liberamos recurso?”, perguntou.

A fala também fez referência a marcas ou estruturas vistas em diferentes pontos da cidade, que, segundo o parlamentar, estariam relacionadas a projetos ainda não iniciados.

Transporte coletivo

O transporte público também ocupou parte importante do discurso. O vereador afirmou que continua recebendo reclamações de usuários mesmo após a substituição dos ônibus.

Segundo ele, a população segue cobrando melhorias no serviço e a questão estaria gerando desgaste político.

“É ônibus, o povo continua reclamando de ônibus. Não tem cabimento. Trocou o ônibus”, declarou.

O parlamentar ainda afirmou estar sofrendo “represália” em razão de sua atuação relacionada ao transporte coletivo, mas não apresentou, durante o trecho do pronunciamento divulgado, detalhes sobre quem estaria praticando a suposta represália ou quais medidas teriam sido adotadas contra ele.

Cobrança por mudanças na administração

Ao longo do discurso, o vereador reconheceu que o resultado das eleições e a participação popular também refletem a avaliação da população sobre a atuação dos agentes públicos.

Segundo ele, as reclamações ouvidas durante suas andanças pela cidade demonstrariam insatisfação de parte dos moradores.

“Não está nada bonito não. É obrigação de fazer, nós temos obrigação de fazer”, afirmou.

O vereador defendeu, de forma direta, mudanças na condução administrativa do município.

“Precisa mudar, precisa mudar. Tem que ter um choque administrativo em nossa cidade”, declarou.

Ao final, o parlamentar afirmou que pretende continuar trabalhando pela cidade independentemente de permanecer ou não no cargo, destacando que continuará convivendo diretamente com a população.

Foto: Reprodução

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