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Vereador de Nepomuceno, MG é preso suspeito de abusar de adolescente de 15 anos, disse à polícia que relação sexual foi consensual

Por g1

O vereador Marcelo Henrique de Mello Alves (PODE), de Nepomuceno (MG), preso suspeito de abusar sexualmente de um adolescente de 15 anos, disse em depoimento à polícia que manteve relação sexual com o menino, mas afirmou que foi consensual.

Segundo o delegado que investiga o caso, o vereador poderá responder por violação sexual mediante fraude.

“Durante seu depoimento ele confessou que manteve a relação sexual com o adolescente, porém, segundo ele, tudo teria sido de forma consensual. Ele negou que em qualquer momento o adolescente tivesse demonstrado ali alguma negativa no consentimento dele”, disse o delegado Bruno Bastos.

O vereador foi preso preventivamente e levado para o Presídio de Lavras (MG). Segundo o delegado responsável pelo caso, a Polícia Civil acredita que ele ficará preso já que o nome dele também é vinculado a outros crimes.

“Ele vem tendo seu nome vinculado a vários crimes recentemente em Nepomuceno. Então é um indivíduo que em liberdade oferece risco à segurança pública de Nepomuceno, à ordem pública, porque vem tendo seu nome, como eu disse, vinculado a diversos tipos de crime aqui na cidade”, disse o delegado.

A Polícia Civil terá agora um prazo de 10 dias para conclusão das investigações, mas conforme o delegado, o inquérito está bastante avançado e as investigações estão robustas.

Durante a prisão, a Polícia Civil apreendeu na casa do vereador dois celulares e o preservativo que teria sido usado na relação.

“Nos próximos dias, essas diligências que estão pendentes, que são poucas, serão finalizadas e o inquérito policial será concluído e remetido ao Poder Judiciário”, concluiu o delegado.

Segundo o boletim de ocorrência registrado sobre o caso, na última terça-feira (25), plantonistas da Santa Casa de Nepomuceno acionaram a polícia dizendo que havia dado entrada na instituição um adolescente, vítima de abuso sexual. Conforme relato dos médicos, a vítima procurou a vice-diretora da escola onde estuda e relatou o abuso.

Segundo a polícia, o menor relatou que o abuso ocorreu após conversas pelo WhatsApp. Na data dos fatos, o vereador teria convidado o adolescente a ir até a casa dele para lhe entregar algo.

No entanto, ainda conforme relato da vítima, ao chegar na casa e entrar em um quarto, o vereador teria fechado a porta e cometido o ato sexual sem consentimento da vítima. Os sinais de abuso foram constatados pela equipe médica da Santa Casa.

Para a Polícia Militar, o vereador negou as acusações, dizendo que não recebeu ninguém em sua residência e que desconhecia o menor.

A reportagem tenta contato com a defesa do vereador e vai atualizar esta reportagem assim que ela se manifestar.

A Prefeitura de Nepomuceno emitiu nota em que manifesta repúdio aos atos de “pedofilia e estupro de vulnerável”. Sem citar o nome do vereador, a nota assinada pelo prefeito Elias Natal Lima de Menezes também diz que “nos comprometemos a colaborar com as autoridades competentes para garantir que os infratores sejam devidamente responsabilizados, e que as vítimas recebam o apoio necessário para superar o trauma imposto por essas atrocidades”.

Também sem citar o nome do vereador, a Câmara Municipal publicou uma nota, afirmando que repudia quaisquer atos que atentem contra a dignidade e a integridade de crianças e adolescentes que confia nas autoridades para a apuração dos fatos.

A nota não faz referência às atitudes que a Casa tomará em relação ao caso do vereador Marcelinho. Veja a íntegra da nota abaixo:

“Nota de repúdio

A Câmara Municipal de Nepomuceno, por meio de sua Presidência, vem a público manifestar seu mais veemente repúdio a quaisquer atos que atentem contra a dignidade, a integridade física, psíquica e sexual de crianças e adolescentes.

A prática de crimes como a pedofilia e o estupro de vulneráveis configura grave violação aos direitos humanos, — afrontando — princípios — fundamentais consagrados na Constituição da República Federativa do Brasil, no Estatuto da Criança e do Adolescente e em tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário.

A Câmara Municipal reafirma seu compromisso com a legalidade, a moralidade e a proteção integral da infância e da juventude, confiando plenamente nas instituições competentes para a apuração rigorosa dos fatos, com respeito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório.

Reitera, ainda, que a responsabilização de eventuais envolvidos deve ocorrer com base em provas e nos trâmites legais pertinentes, sendo inadmissível — qualquer —tipo de impunidade, especialmente quando se trata de crimes que geram tamanha repulsa social.

Por fim, esta Casa Legislativa reforça que continuará —atuando com responsabilidade e transparência, sempre em consonância com os valores democráticos e com o interesse público.

Tullio lan Marangoni de Morais Presidente da Câmara Municipal Nepomuceno”

Fotos: Reprodução

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