Por Redação | Porta A Gazeta RM
Com a chegada do período chuvoso, a Vigilância em Saúde Ambiental, vinculada à Secretaria de Saúde, intensificou as ações de prevenção e controle da proliferação do Aedes aegypti, mosquito responsável pela transmissão de doenças como dengue, Zika e chikungunya. As equipes trabalham de forma contínua para reduzir os riscos à saúde pública e orientar a população sobre medidas de prevenção eficazes.
O foco das ações da Vigilância em Saúde Ambiental é evitar a reprodução do mosquito, que se prolifera em ambientes com água parada, cenário comum no período de chuvas. A presença de recipientes abertos, vasos de plantas, calhas entupidas ou qualquer ponto que acumule água pode se tornar um criadouro para o vetor. A Secretaria da Saúde orienta que a população elimine esses depósitos, mantenha caixas d’água bem tampadas e faça a limpeza regular de quintais e áreas externas, como medida preventiva diária.
Entre as ferramentas de monitoramento utilizadas estão as ovitrampas — dispositivos que atraem a fêmea do mosquito para a deposição de ovos. Esses equipamentos, compostos por um recipiente escuro com água e atrativo (como levedo de cerveja), possibilitam a coleta de ovos em palhetas que são periodicamente retiradas e analisadas em laboratório. A análise do material coletado permite avaliar o nível de infestação do mosquito em diferentes áreas do município, sem aumentar a população de vetores, uma vez que os ovos são removidos antes de eclodirem. Essa técnica está alinhada com as diretrizes nacionais para vigilância entomológica e controle vetorial.
As ações de controle seguem um calendário oficial estabelecido pela Secretaria de Estado de Saúde, que determina datas para instalação, coleta e análise das armadilhas de monitoramento. Esse planejamento permite que o trabalho de vigilância se mantenha organizado ao longo do ano e responda com agilidade às mudanças nas condições climáticas que favorecem a proliferação do Aedes aegypti.
A veterinária e supervisora técnica Millena Borges explicou que o monitoramento com ovitrampas é fundamental para identificar áreas que requerem maior atenção e ação direta. Ela ressaltou que a participação da população é essencial, especialmente nos meses de fevereiro e março, quando a proliferação tende a ser mais intensa devido às chuvas.
Segundo especialistas, a prevenção depende de uma ação conjunta entre poder público e comunidade: medidas simples, como eliminação de água acumulada e manutenção de ambientes limpos, reduzem significativamente os focos de mosquito e contribuem para minimizar a transmissão das arboviroses.
Moradores que desejarem mais informações sobre os trabalhos da Vigilância em Saúde Ambiental podem entrar em contato pelo telefone (24) 3512-0722. A secretaria também reforça a importância de que os cuidados com o ambiente doméstico e comunitário sejam mantidos ao longo de todo o ano, não apenas durante a quadra chuvosa, para garantir maior eficácia no controle do mosquito transmissor de doenças.







Fotos: Chico de Assis




