Por Redação | Porta A Gazeta RM
A administração do prefeito Breno Barbosa Anaya Xavier, eleito em outubro de 2024 para comandar a Prefeitura de Cachoeira Paulista, enfrenta fortes críticas de parte da população após 12 meses de mandato. Moradores têm usado as redes sociais e outros canais públicos para manifestar insatisfação com a condução das políticas municipais e a prestação de serviços básicos à população.
Breno Anaya, filiado ao Progressistas (PP), assumiu o cargo prometendo uma “nova história” e melhorias administrativas após a eleição, na qual obteve cerca de 36,6% dos votos válidos no primeiro turno.
Desde no entanto, diversas postagens e comentários de moradores criticam o que consideram uma gestão administrativa fraca e sem direção clara, apontando falhas em áreas como saúde, educação, infraestrutura urbana e serviços públicos essenciais.
Reclamações da população e percepção de problemas
– Segundo interlocuções nas redes sociais e grupos de moradores, os principais apontamentos feitos ao governo municipal incluem:
– Situação de ruas e iluminação pública, com relatos de trechos escuros e mal conservados;
– Problemas de infraestrutura urbana, como buracos em vias de circulação e falta de manutenção de áreas públicas;
– Mato alto em terrenos e calçadas, que contribui para sensação de descuido urbano;
Críticas ao atendimento e funcionamento dos serviços de saúde e educação, considerados insatisfatórios por parte dos moradores;
– Limpeza urbana insuficiente, com reclamações sobre acúmulo de lixo em bairros centrais e periféricos.
As publicações mais frequentes também refletem uma percepção de ausência da gestão municipal, com comentários que afirmam falta de respostas por parte do chefe do Executivo em relação às demandas da população.
Cachoeira Paulista enfrenta desafios financeiros que podem influenciar a capacidade de investimento da administração. O município decretou situação de calamidade financeira, em razão de compromissos e dívidas acumuladas — incluindo dívidas com precatórios, tributos federais e parcelamentos — o que tem limitado a margem de manobra da gestão para atender a todas as demandas locais.
Apesar disso, a Câmara Municipal aprovou recentemente um reajuste de 2% nos salários dos servidores públicos municipais, proposto pela própria Prefeitura e aprovado por unanimidade, com impacto calculado em cerca de R$ 3,6 milhões até 2027. A justificativa oficial indica que o reajuste corresponde apenas à recomposição parcial frente à inflação e está alinhado à legislação fiscal vigente.
Muitos moradores que criticam a atual gestão mencionam promessas de campanha não cumpridas, especialmente em relação à reabertura de serviços públicos essenciais, como a Santa Casa e o centro cirúrgico municipal, que seguem sem funcionamento pleno. Reclamações também incluem a precariedade no atendimento de saúde, a situação de transporte escolar, o estado de conservação das escolas públicas e o corte ou fechamento de serviços em bairros mais afastados, como o bairro Embaú.
A percepção de que a gestão está distante das necessidades da população também se reflete nas avaliações sobre eventos e serviços culturais e de lazer: moradores classificaram as celebrações de fim de ano — incluindo Natal e Réveillon — como pouco organizadas ou abaixo do esperado, em contraste com experiências anteriores.
Comentários em plataformas públicas também destacam contradições percebidas no discurso político local, ressaltando que alguns integrantes do governo atual participaram de administrações anteriores que enfrentaram problemas semelhantes, gerando desconforto entre eleitores que esperavam mudanças substanciais com o novo mandato.
Até o momento, a gestão do prefeito Breno Anaya não emitiu declarações detalhadas respondendo a cada um dos pontos críticos levantados pela população nas redes sociais. Por meio de canais oficiais, a Prefeitura tem destacado melhorias em alguns serviços e iniciativas de modernização administrativa, como o lançamento de um novo site institucional voltado à transparência e comunicação com a população, buscando facilitar o acesso a serviços públicos e informações diretas com o gabinete municipal.
O desgaste político observado na administração municipal se insere em um contexto mais amplo de desafios enfrentados por municípios brasileiros, especialmente de pequeno porte, em equilibrar demandas crescentes da população com limitações orçamentárias, legislação fiscal e expectativas eleitorais.
A reportagem procura manifestação formal da Prefeitura de Cachoeira Paulista e do prefeito Breno Anaya em relação às críticas registradas, e atualizará esta matéria conforme respostas oficiais forem disponibilizadas.
Foto: Arquivo pessoal




