Corpo foi localizado em imóvel na Rua José Poloni; principal suspeito está foragido e investigação segue em curso
Por Redação | Portal A Gazeta RM
Uma mulher de 27 anos foi encontrada morta e enterrada no interior de uma casa de madeira na madrugada desta quinta-feira (19), no bairro Rio do Ouro, em Caraguatatuba (SP). O caso está sendo investigado pela Polícia Civil como feminicídio e ocultação de cadáver.
Segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Militar, a corporação foi acionada por volta das 3h30 após um parente da vítima relatar que a jovem teria sofrido uma morte violenta e estaria enterrada dentro da residência localizada na Rua José Poloni, em uma viela de difícil acesso no Rio do Ouro.
Ao chegar ao endereço indicado, os policiais constataram sinais de terra remexida no interior do imóvel e fizeram contato com moradores. Um vizinho relatou ter ouvido uma discussão durante a madrugada, seguida por ruídos que soavam como o uso de ferramentas. Em seguida, ele disse ter presenciado uma confusão na rua, onde um homem teria sido agredido por populares e retirado do local.
Com base nessas informações, os agentes entraram na residência e, com apoio de populares, fizeram uma escavação no local onde havia indícios de movimentação de terra. O corpo da mulher foi encontrado enterrado a cerca de um metro de profundidade no interior da casa.
A vítima foi identificada no boletim como Cássia Kerolin de Souza Elias, de 27 anos. Familiares reconheceram o corpo após a localização.
De acordo com o registro policial, um homem conhecido informalmente como “ficante” da vítima foi indicado por moradores como possível autor do crime. Após uma confusão na rua, ele teria sido agredido por terceiros e, até o momento, não foi mais visto no entorno do local.
O caso foi inicialmente registrado como autoria desconhecida no boletim, embora um investigado tenha sido qualificado. A Polícia Civil investiga a dinâmica do crime, buscando esclarecer quando a vítima foi morta, como ocorreu a ocultação do corpo, quem esteve na casa e na rua nas horas anteriores e o envolvimento do suspeito que permanece foragido.
Estão sendo observados, entre outros pontos, o último contato da vítima com outras pessoas, possíveis conflitos anteriores, análise de mensagens e celulares, identificação de testemunhas e coleta de vestígios que possam indicar a causa da morte e o momento em que o corpo foi enterrado.
O local foi preservado para os trabalhos de perícia, com o acionamento do Instituto de Criminalística e presença de equipes especializadas no endereço para os procedimentos iniciais. A mãe da vítima e uma testemunha prestaram depoimentos registrados em sistema audiovisual, conforme o boletim.
Autoridades reforçam que denúncias sobre crimes devem ser feitas pelos canais oficiais, lembrando que agressões e atos de “justiça com as próprias mãos” também configuram crimes e podem dificultar as investigações e ampliar riscos de violência na comunidade.
A investigação segue em andamento enquanto as forças de segurança procuram localizar o suspeito e reunir mais informações que possam elucidar o caso.


Fotos: Divulgação




