Homem cumpria pena de 33 anos por homicídio qualificado, ocultação e vilipêndio de cadáver; morte é investigada como possível suicídio
Por Redação | Porta A Gazeta RM
Um detento condenado por torturar e matar a própria filha, de apenas cinco anos, foi encontrado morto na manhã de quarta-feira (11) no Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo, localizado no município de Carmo do Paranaíba, em Minas Gerais.
O preso foi identificado como Adrian Juliano Martins Herculano, que cumpria pena de 33 anos de prisão pelo assassinato da própria filha. O crime ocorreu em 2023 na cidade de Monte Santo de Minas, no sul do estado, e gerou grande repercussão na região.
De acordo com informações do sistema prisional, o corpo do detento foi encontrado por volta das 6h20 durante o início da rotina diária no presídio. A guarda penitenciária foi acionada após uma ocorrência na cela e, ao chegar ao local, encontrou o homem já sem sinais vitais.
Segundo os primeiros levantamentos, o corpo estava pendurado por uma corda improvisada com um lençol de cama, o que indica a possibilidade de enforcamento. As circunstâncias da morte ainda serão apuradas pelas autoridades responsáveis.
O caso também passou a ser analisado pelo Conselho Disciplinar da unidade prisional, que deverá ouvir outros detentos que estavam na mesma cela no momento do ocorrido.
Conhecido pelos apelidos de “Limãozinho” e “Abacaxi”, Adrian Juliano Martins Herculano já tinha histórico de envolvimento com a criminalidade desde a adolescência.
Em 2017, ele chegou a ser encaminhado a um centro socioeducativo para menores infratores. Após atingir a maioridade, acumulou diversas condenações, principalmente relacionadas ao tráfico de drogas.
De acordo com registros policiais, havia pelo menos 50 boletins de ocorrência envolvendo o nome do acusado nas polícias Civil e Militar.
O crime que resultou em sua condenação ocorreu em 2023, na cidade de Monte Santo de Minas. Conforme denúncia apresentada pelo Ministério Público, o homem teria se irritado após a criança urinar no chão da residência.
Segundo as investigações, ele agrediu e torturou a filha, causando sua morte. Após o crime, ainda de acordo com a acusação, o condenado teria ateado fogo ao corpo da criança na tentativa de ocultar o crime e eliminar provas.
O caso foi levado a julgamento e terminou com a condenação de Adrian Juliano Martins Herculano a 33 anos de prisão por homicídio triplamente qualificado, além dos crimes de ocultação e vilipêndio de cadáver.
Desde 14 de fevereiro de 2025, ele cumpria pena no Complexo Penitenciário Nossa Senhora do Carmo.
A morte do detento será apurada pelas autoridades do sistema prisional e pelos órgãos competentes. Além da análise do Conselho Disciplinar da unidade, a ocorrência deve passar por procedimentos de investigação para confirmar as circunstâncias do caso.
Os detentos que estavam na mesma cela serão ouvidos, e o resultado das apurações deverá indicar se houve participação de terceiros ou se a morte ocorreu por iniciativa do próprio preso.
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