Julgamento ocorreu na quinta-feira (23); crime foi cometido em março de 2024 e vítima morreu após um mês internada

Por Redação | Portal A Gazeta RM
Estefano Torres Figueiredo, acusado de matar um homem com um taco de sinuca dentro de um bar em Caxambu, no Sul de Minas Gerais, foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime fechado. O julgamento pelo Tribunal do Júri foi realizado na quinta-feira (23).
O réu foi considerado culpado pela morte de Osmar Júnior, de 31 anos, vítima de uma agressão ocorrida em 15 de março de 2024, em um estabelecimento localizado no bairro Federal.
Segundo informações apuradas no processo, os dois participavam de uma partida de bilhar quando houve um desentendimento. Durante a discussão, Estefano atingiu Osmar com um golpe de taco de sinuca na região do olho.
Testemunhas relataram à Polícia Militar que presenciaram a briga e impediram que o agressor deixasse o local logo após o ataque.
A vítima recebeu os primeiros atendimentos no hospital de Caxambu, mas, devido à gravidade dos ferimentos, precisou ser transferida para uma unidade hospitalar em Varginha. Osmar morreu em 14 de abril de 2024, cerca de um mês após a agressão.
Na época do crime, a representante jurídica da família informou que vítima e acusado não possuíam amizade ou contato anterior. Ainda segundo a versão apresentada, a agressão teria ocorrido após Osmar se recusar a disputar uma nova partida de sinuca.
Durante o julgamento, os jurados reconheceram duas qualificadoras no crime: motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. Com isso, a pena foi fixada em quase 22 anos de prisão.
O réu não recebeu o direito de recorrer em liberdade e continuará detido no presídio de São Lourenço.
Os pais da vítima acompanharam a leitura da sentença. Após o julgamento, a mãe de Osmar afirmou que esperava uma pena maior diante da violência do caso e ressaltou que a condenação não encerra o sofrimento da família.
O caso teve grande repercussão em Caxambu e região à época dos fatos e voltou a mobilizar atenção pública durante o julgamento.
Foto: Arquivo Familiar




