Homem estava desaparecido desde 1º de julho; perícia encontrou vestígios de sangue e investiga possível arma utilizada no crime
Por Redação | Portal A Gazeta RM
A Polícia Civil investiga a morte de João Paulo de Faria, de 40 anos, conhecido como “Moita”, encontrado morto em um galpão desativado na região central de Piquete (SP). Inicialmente registrado como desaparecimento, o caso passou a ser tratado como homicídio qualificado por motivo fútil após a localização do corpo e o avanço das investigações.
João Paulo estava desaparecido desde a tarde do dia 1º de julho. Familiares registraram um boletim de ocorrência informando o desaparecimento, e as buscas tiveram início nos dias seguintes. O corpo foi localizado em um imóvel abandonado na Rua Antônio Pereira, em uma área pertencente à Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel), onde anteriormente funcionava a antiga Padaria do Hugo.
Segundo a Polícia Civil, o imóvel era frequentemente utilizado por pessoas em situação de vulnerabilidade. As investigações apontam que a vítima costumava permanecer em pontos da região central da cidade, informação que auxiliou os policiais na reconstrução dos últimos deslocamentos de João Paulo antes da morte.
Durante as diligências, equipes da Polícia Civil identificaram um possível local da agressão na Avenida General Waldemar Britto de Aquino, na região conhecida como Praça do Jambeiro.
No local, a perícia encontrou manchas de sangue em um banco, em um poste e também no chão, elementos que poderão contribuir para a reconstituição da dinâmica do crime.
Os investigadores também apreenderam um bloco de pedra com aproximadamente 23 centímetros e com vestígios de sangue. O objeto foi encaminhado para exames periciais e é considerado, até o momento, a principal hipótese de arma utilizada na agressão.
Além disso, peritos identificaram marcas e respingos de sangue na entrada do galpão onde o corpo foi encontrado. A análise preliminar indica que João Paulo pode ter caminhado ferido até o imóvel abandonado, onde morreu.
O corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Guaratinguetá para exames necroscópicos e reconhecimento oficial.
Com os elementos reunidos durante a investigação, a Polícia Civil atualizou o boletim de ocorrência no dia 8 de julho, alterando a natureza do caso de desaparecimento para homicídio qualificado por motivo fútil.
Foi instaurado um inquérito policial para apurar as circunstâncias da morte, identificar o autor ou os autores do crime e esclarecer os acontecimentos entre o desaparecimento da vítima e a localização do corpo.
Conforme consta no boletim de ocorrência, testemunhas relataram que João Paulo teria se envolvido em uma discussão momentos antes da agressão.
Os depoimentos indicam que o desentendimento pode ter sido motivado por questões consideradas banais, entre elas um pedido de bebida, uma discussão envolvendo um par de tênis e ameaças que teriam antecedido o ataque. Essas informações ainda são apuradas pela Polícia Civil.
Uma mulher é apontada como suspeita nesta fase das investigações. Até a última atualização do boletim de ocorrência, ela ainda não havia sido localizada.
A Polícia Civil busca esclarecer se a suspeita teve participação direta no homicídio, qual teria sido a motivação do crime e se houve o envolvimento de outras pessoas.
Outro homem citado nas primeiras informações foi localizado pelos investigadores. Ele prestou depoimento na condição de testemunha e, durante a abordagem, acabou preso em cumprimento a um mandado de recaptura relacionado a outro processo, sem vínculo com a investigação da morte de João Paulo.
Os investigadores também trabalham na obtenção de imagens de câmeras de segurança que possam auxiliar na identificação da dinâmica do crime e de possíveis envolvidos.
Moradores ou comerciantes que possuam registros de movimentações na Praça do Jambeiro, na Rua Antônio Pereira ou nas proximidades da região central de Piquete podem colaborar com as investigações por meio de informações encaminhadas à Polícia Civil.
As investigações continuam e aguardam os resultados dos exames periciais realizados no bloco de pedra, nas manchas de sangue encontradas nos locais periciados e no corpo da vítima. Esses laudos, aliados aos depoimentos de testemunhas e às imagens de monitoramento, deverão subsidiar os próximos passos do inquérito policial.
Foto: Google Maps





