Criança foi levada a uma UPA depois de entrar em contato com a substância; Conselho Tutelar foi acionado e caso será analisado pelas autoridades
Por Redação | Portal A Gazeta RM
Um bebê de 11 meses foi atendido em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Poços de Caldas, no Sul de Minas Gerais, após entrar em contato e ingerir parte de um cigarro de maconha. A ocorrência foi registrada na noite de segunda-feira (10), depois que a equipe médica comunicou o caso à Polícia Militar.
De acordo com o relato apresentado aos policiais, a mãe da criança havia consumido maconha e colocado o restante do cigarro em um cinzeiro. Posteriormente, a bituca teria sido deixada embaixo da cama, dentro do quarto, em um local que, segundo ela, considerava inacessível ao filho.
A criança, no entanto, conseguiu chegar até o local, pegou o cigarro e desfez parte do material. Na sequência, levou a substância à boca e ingeriu uma quantidade.
Ao perceber o que havia acontecido, a mãe procurou atendimento médico imediatamente. O bebê foi levado à UPA, onde passou por avaliação e permaneceu sob observação da equipe de saúde.
Segundo as informações registradas no atendimento, a criança permaneceu estável durante o período em que esteve na unidade.
Em razão da idade da criança e da possibilidade de ingestão de substância entorpecente, a médica responsável pelo plantão comunicou o caso à Polícia Militar.
Os policiais estiveram na unidade de saúde, ouviram a mãe e registraram a ocorrência. Conforme o boletim, não foram identificados, naquele momento, elementos que indicassem que a substância tivesse sido oferecida deliberadamente à criança.
O caso foi registrado para que sejam apuradas as circunstâncias do episódio, inclusive a possibilidade de eventual negligência relacionada aos cuidados e à segurança da criança. A Polícia Civil deverá analisar as informações e demais elementos da ocorrência para verificar se houve responsabilidade criminal ou outras medidas cabíveis.
O Conselho Tutelar também foi acionado e compareceu à unidade de saúde. O órgão deverá acompanhar a situação da criança e da família, avaliando as condições de proteção e os cuidados necessários.
A ingestão acidental de substâncias psicoativas por crianças pequenas exige avaliação médica, uma vez que os efeitos podem variar de acordo com a substância, a quantidade ingerida, a idade e as condições clínicas da criança.
Em situações de possível intoxicação, a orientação é procurar atendimento médico imediatamente e informar aos profissionais de saúde qual substância pode ter sido ingerida. Não é recomendado provocar vômito ou administrar medicamentos por conta própria.
A ocorrência foi registrada pelas autoridades e permanece em apuração. Até o momento, não foram divulgadas informações que indiquem consequências graves para a saúde do bebê.
A identidade da criança e dos familiares não foi divulgada, em razão da necessidade de preservação da imagem e da proteção de menores de idade.
Foto: Google Maps





