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Casas Bahia encerra lojas em Cruzeiro, Aparecida, Caçapava, Pindamonhangaba, Taubaté e São José dos Campos, SP

Unidade funcionava em Cruzeiro há aproximadamente três décadas e tinha 14 funcionários; fechamento faz parte de uma reestruturação nacional da companhia

Por Redação | Portal A Gazeta RM

A tradicional loja das Casas Bahia no Centro de Cruzeiro encerrou suas atividades nesta sexta-feira (14), após aproximadamente três décadas de funcionamento no município. A unidade, que mantinha 14 funcionários, foi incluída no processo de reestruturação da rede varejista, que prevê o fechamento de centenas de lojas em diferentes regiões do país.

O encerramento da unidade de Cruzeiro ocorre dentro de uma estratégia nacional da companhia para reduzir custos, adequar a estrutura física e reorganizar a operação, em meio aos desafios financeiros enfrentados pelo grupo nos últimos anos.

A medida, portanto, não é exclusiva do município. Segundo informações divulgadas pela empresa, 298 lojas serão fechadas em todo o Brasil, com impacto estimado em aproximadamente 1,9 mil postos de trabalho.

Outras lojas do Vale do Paraíba também serão fechadas

O processo de redução da rede física também alcança outras cidades do Vale do Paraíba. Entre os municípios que tiveram unidades incluídas na reestruturação estão Aparecida, Caçapava, Pindamonhangaba, Taubaté e São José dos Campos.

A estratégia adotada pela companhia ocorre em um momento de revisão do tamanho da operação física, buscando concentrar as atividades em unidades consideradas mais adequadas ao atual cenário de consumo e ao modelo de negócios da empresa.

Para Cruzeiro, o fechamento representa o fim de uma presença comercial que se estendeu por cerca de 30 anos e que marcou a trajetória do comércio varejista no Centro da cidade.

Rede de lojas vem sendo reduzida

A redução da quantidade de lojas físicas das Casas Bahia já vinha ocorrendo antes do anúncio da nova rodada de fechamentos.

Ao final de 2023, a companhia possuía 1.078 unidades. Em 2024, o número caiu para 1.064 lojas e chegou a 1.042 unidades ao término de 2025, segundo os dados apresentados pela empresa.

A diminuição da estrutura física acompanha uma estratégia de revisão das operações e de busca por maior eficiência, em um setor que passou por mudanças significativas nos hábitos de consumo e pela ampliação das vendas digitais.

Resultado financeiro pressionou reestruturação

O cenário financeiro da companhia também ajuda a contextualizar as medidas adotadas.

Em 2025, a Casas Bahia registrou prejuízo consolidado de aproximadamente R$ 3 bilhões. Já no primeiro trimestre de 2026, o prejuízo líquido informado pela companhia ficou próximo de R$ 1,1 bilhão.

Os números reforçam a necessidade de medidas destinadas à redução de despesas e à reorganização da estrutura operacional.

A empresa vem implementando ações para melhorar a eficiência financeira, reduzir custos e adequar sua operação ao cenário atual do varejo brasileiro.

Fechamento não está relacionado especificamente a Cruzeiro

Apesar do impacto local causado pelo encerramento da unidade, a decisão faz parte de um plano nacional de reestruturação da Casas Bahia.

Dessa forma, o fechamento da loja de Cruzeiro não está relacionado, especificamente, a uma eventual crise no comércio do município. A unidade foi incluída em uma estratégia mais ampla da companhia, que envolve diversas cidades brasileiras.

A saída da empresa encerra um ciclo de aproximadamente três décadas de atendimento presencial no Centro de Cruzeiro. Para os trabalhadores da unidade, o fechamento representa o fim dos postos de trabalho vinculados à loja, enquanto, para os consumidores, a medida reduz a oferta de uma tradicional opção de varejo físico na região central.

A Casas Bahia segue operando por meio das unidades mantidas na rede e de seus canais digitais, enquanto o processo de reorganização da companhia continua em andamento.

Foto: Google Maps

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