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Idosa de 70 anos morre após ser atingida por tiro durante perseguição em São José dos Campos, SP

Maria Aparecida Barbosa, que tinha Alzheimer, estava no carro com uma cuidadora quando foi atingida na cabeça; disparo teria sido feito durante perseguição após ataque em uma adega

Por Redação | Portal A Gazeta RM

Maria Aparecida Barbosa, de 70 anos, morreu após ser atingida por um disparo de arma de fogo durante uma perseguição na manhã desta quinta-feira (24), no bairro Novo Horizonte, na Zona Leste de São José dos Campos.

Maria tinha Alzheimer e mantinha uma rotina de participação em atividades voltadas ao atendimento de idosos em uma obra social da cidade. Na manhã do ocorrido, ela havia acabado de participar de uma dessas atividades e estava acompanhada de uma cuidadora quando entrou em um carro para retornar para casa.

Segundo informações repassadas por familiares, Maria estava no banco do passageiro quando foi atingida por um tiro na cabeça. Ela foi socorrida e encaminhada para a UPA do Novo Horizonte, mas não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade.

A família afirma que Maria não tinha qualquer relação com a ocorrência que deu origem à perseguição.

De acordo com as informações preliminares da ocorrência, a sequência de acontecimentos começou em uma adega localizada na Avenida Tancredo Neves.

Um homem teria entrado no estabelecimento armado com duas facas e atacado uma funcionária. Após deixar o local, ele passou a ser perseguido por pessoas que estavam nas proximidades.

O homem apontado como suspeito do ataque foi identificado como Allan Silva de Lima. Conforme os relatos colhidos inicialmente pela Polícia Militar, um homem que seria parente da funcionária ferida efetuou um disparo contra o suspeito durante a perseguição.

O tiro, porém, não teria atingido o alvo e acabou acertando Maria, que naquele momento passava pelo local dentro do veículo.

A dinâmica exata do disparo ainda é investigada pela Polícia Civil.

Familiares disseram que Maria estava voltando para casa após participar das atividades da obra social e que era acompanhada diariamente por uma cuidadora em razão de seu estado de saúde.

Segundo a família, ela havia acabado de entrar no veículo quando foi atingida.

Os parentes reforçam que a idosa não tinha qualquer relação com as pessoas envolvidas na ocorrência e aguardam a conclusão da investigação para que seja esclarecida a autoria do disparo.

A família também cobra a responsabilização de quem efetuou o tiro.

O homem apontado como responsável pelo ataque à funcionária foi contido por pessoas que estavam nas proximidades. Ele ficou ferido e foi levado para atendimento médico sob escolta policial.

Após receber atendimento, o suspeito foi autuado em flagrante, conforme as informações iniciais da ocorrência.

A funcionária que teria sido atacada com as facas também deverá prestar depoimento à polícia. O depoimento dela é considerado importante para esclarecer a sequência dos acontecimentos dentro da adega e os momentos que antecederam a perseguição.

A Polícia Civil instaurou investigação para esclarecer quem efetuou o disparo que atingiu Maria e determinar exatamente como o tiro ocorreu.

O carro em que a vítima estava foi encaminhado para perícia. Nas primeiras diligências realizadas no local, os policiais não encontraram projétil ou outros vestígios balísticos na via pública.

A investigação deverá analisar imagens de câmeras de segurança eventualmente existentes na região, além de depoimentos de testemunhas e demais elementos periciais que possam ajudar na reconstrução da ocorrência.

Também são aguardados os depoimentos da funcionária que teria sido atacada e do homem apontado como agressor.

O resultado da necropsia de Maria Aparecida também deverá integrar a investigação.

Até o momento, a autoria do disparo que matou a idosa não havia sido confirmada publicamente pelas autoridades.

O corpo de Maria Aparecida Barbosa é velado nesta sexta-feira (25), no Cemitério e Memorial Bom Retiro, em São José dos Campos.

O sepultamento está previsto para as 13h, no mesmo local.

A morte da idosa mobilizou familiares, que aguardam a conclusão das investigações para esclarecer as circunstâncias do disparo e identificar o responsável.

A Polícia Civil deverá reunir os depoimentos, imagens, exames periciais e demais provas para reconstruir a ocorrência e esclarecer a responsabilidade pelo disparo que atingiu Maria.

O caso também deverá estabelecer a sequência entre o ataque ocorrido na adega, a perseguição ao suspeito e o momento em que o tiro atingiu o veículo em que a idosa estava.

Foto: Arquivo pessoal

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