Ação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão, mobilizou 35 policiais e resultou na apreensão de rádios comunicadores, celulares e um simulacro de arma de fogo; um dos presos é conhecido como “Irmão HB20”.
Por Redação | Portal A Gazeta RM
A Polícia Civil prendeu três homens em flagrante na manhã desta quinta-feira (15), em Pindamonhangaba, no Vale do Paraíba, durante uma operação que investiga a atuação de um grupo suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas e de manter ligação com integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC). Entre os detidos está um homem conhecido pelo apelido de “Irmão HB20”.
A operação foi conduzida pela Delegacia de Polícia de Pindamonhangaba, por meio do Setor de Investigações Gerais (SIG), com apoio de equipes da Força Tática da Polícia Militar de Pindamonhangaba e Taubaté.
Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão domiciliar, expedidos pela Vara Estadual das Garantias de Organizações Criminosas e Lavagem de Bens, Direitos e Valores. A maior parte das diligências ocorreu no Residencial Bem Viver, em Pindamonhangaba.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que o grupo teria uma estrutura organizada para dar suporte a atividades relacionadas ao tráfico de drogas. Entre as condutas investigadas estão o possível uso de armas de fogo e o monitoramento da movimentação das forças de segurança.
Durante o cumprimento de um dos mandados, em um apartamento localizado no condomínio onde se concentraram parte das diligências, os policiais encontraram três homens.
No imóvel, foram apreendidos um rádio comunicador em funcionamento, diversos aparelhos celulares e um simulacro de arma de fogo. Os materiais foram recolhidos para análise no decorrer da investigação.
De acordo com a Polícia Civil, vídeos obtidos durante as apurações indicariam que o rádio comunicador era utilizado para transmitir informações sobre a presença de policiais na região.
A suspeita é de que os homens exercessem a função de informantes, repassando alertas que poderiam permitir a outros integrantes do grupo acompanhar a movimentação das equipes de segurança e, dessa forma, dificultar a atuação policial.
A análise dos dispositivos eletrônicos apreendidos deverá contribuir para esclarecer como ocorria a comunicação entre os investigados, além de auxiliar na identificação de outros possíveis envolvidos.
Os três suspeitos encontrados no apartamento foram presos em flagrante por suspeita de colaboração, na condição de informantes, com grupo, organização ou associação destinados à prática do tráfico de drogas.
A conduta está prevista no artigo 37 da Lei nº 11.343/2006, a Lei de Drogas, que trata da colaboração como informante com grupo, organização ou associação voltados à prática dos crimes previstos nos artigos 33 e 34 da mesma legislação.
Durante as diligências, os policiais também verificaram que um dos detidos possuía uma ordem judicial pendente relacionada a um fato da mesma natureza. Conforme as informações da ocorrência, o mandado foi cumprido durante a operação.
A situação judicial individual de cada investigado e os eventuais desdobramentos do caso deverão ser acompanhados pelas autoridades responsáveis.
A ação contou com a participação de 35 policiais e o emprego de dez viaturas, reunindo equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar.
O cumprimento dos 11 mandados teve como objetivo reunir provas, apreender materiais de interesse investigativo e aprofundar a apuração sobre a possível estrutura de funcionamento do grupo.
Os celulares e demais dispositivos eletrônicos apreendidos serão submetidos à análise, procedimento que poderá fornecer informações sobre contatos, comunicações e possíveis conexões entre os investigados e outras pessoas.
A Polícia Civil informou que dará continuidade às investigações para esclarecer a participação de cada suspeito, verificar a extensão da possível rede de apoio ao tráfico e identificar outros integrantes que possam estar envolvidos nas atividades apuradas.
A operação faz parte dos esforços das forças de segurança para investigar estruturas criminosas e reunir elementos que permitam responsabilizar os envolvidos, conforme a legislação.
Os investigados devem ser considerados inocentes até que haja condenação definitiva, respeitado o devido processo legal.
Portal A Gazeta RM — Informação com responsabilidade.

Fotos: Divulgação | PCSP





