Evento promovido pela Prefeitura abordou a Lei Maria da Penha, ciclo da violência, assistência social, acolhimento e integração dos serviços de atendimento
Por Redação | Portal A Gazeta RM
A Prefeitura de Cruzeiro, por meio da Secretaria Municipal da Mulher e Direitos Humanos, promoveu o Fórum Agosto Lilás, iniciativa voltada à conscientização sobre a violência contra a mulher e ao fortalecimento da Rede de Proteção no município.
O encontro reuniu profissionais que atuam nos serviços públicos de atendimento, representantes de diferentes setores e moradores para um momento de diálogo e troca de informações sobre prevenção, acolhimento, acompanhamento e mecanismos legais de proteção às mulheres.
A programação integrou as ações do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher, e abordou diferentes etapas do atendimento, desde a identificação das situações de violência até o encaminhamento e acompanhamento pelas políticas públicas.
Lei Maria da Penha e ciclo da violência foram temas do encontro
Entre os assuntos discutidos estiveram a Lei Maria da Penha, os mecanismos de proteção previstos na legislação, o ciclo da violência, a assistência social e a atuação dos profissionais responsáveis pelo acolhimento das vítimas.
A assistente social Tânia da Silva Soares, do Instituto da Mulher, falou sobre as principais necessidades identificadas no atendimento às mulheres em situação de violência e destacou a importância do acompanhamento social para auxiliar no processo de rompimento do ciclo de violência.
A professora Amanda Tavares Borges, escritora, professora universitária e docente da ACADPEL, abordou as atualizações da Lei Maria da Penha e ressaltou a importância de profissionais e sociedade conhecerem os instrumentos legais disponíveis para proteção das mulheres.
Representando o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), a psicóloga Marina dos Santos Castilho destacou a necessidade de integração entre os diferentes serviços que compõem a Rede de Proteção e os desafios enfrentados pelas mulheres no momento em que procuram ajuda.
Também participaram das discussões a advogada e coordenadora do CREAS, Amanda Lombardi, e o psicólogo do CREAS, Tadeu Dantas. Eles abordaram o início das ações do Agosto Lilás em Cruzeiro e o crescimento da participação da população nas atividades desenvolvidas ao longo dos anos.
Secretaria destaca continuidade das ações
A secretária municipal da Mulher e Direitos Humanos, Priscila Giovana Motta de Oliveira Silveira, ressaltou que a mobilização deve ocorrer durante todo o ano, e não apenas no período da campanha.
“O Agosto Lilás é um momento fundamental para ampliar o debate, levar informação e mostrar para as mulheres que existe uma rede preparada para acolher, orientar e proteger. Mas esse trabalho não se limita ao mês de agosto. É uma construção diária, que depende da união dos serviços e do envolvimento de toda a sociedade”, afirmou.
Segundo a secretária, o fortalecimento da rede passa pela articulação entre os órgãos e pela qualificação dos profissionais que realizam o atendimento direto às mulheres.
Município iniciou construção integrada em 2024
A secretária municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, Hevelyn Sigolo, que acompanha a construção das ações do Agosto Lilás desde o início da mobilização em 2024, destacou a evolução da iniciativa.
“Desde 2024, estamos construindo essa ação de forma integrada, entendendo que o enfrentamento à violência contra a mulher não pode ser responsabilidade de uma única secretaria ou de um único serviço. Ao longo desse período, conseguimos ampliar o diálogo, envolver mais profissionais e aproximar a população dessa pauta tão importante. Ver o Agosto Lilás crescendo em participação e engajamento mostra que estamos no caminho certo”, destacou Hevelyn.
A secretária também ressaltou o papel da Assistência Social no funcionamento da rede de atendimento.
“Quando uma mulher chega até um equipamento público buscando ajuda, ela precisa encontrar acolhimento, respeito e profissionais preparados para orientá-la. Por isso, fortalecer a Rede de Proteção significa também fortalecer cada serviço e cada profissional que está na ponta desse atendimento”, completou.
Prefeitura defende integração das políticas públicas
O prefeito Kleber Silveira afirmou que o enfrentamento à violência contra a mulher exige políticas públicas permanentes e a atuação conjunta de diferentes áreas da administração municipal.
“Uma cidade que protege suas mulheres é uma cidade que cuida das pessoas e constrói um futuro melhor. O trabalho desenvolvido durante o Agosto Lilás demonstra a importância de termos uma rede integrada, com profissionais preparados e serviços que atuam de maneira articulada. Nosso compromisso é continuar fortalecendo essas políticas e garantindo que as mulheres de Cruzeiro tenham informação, acolhimento e acesso à proteção”, afirmou.
Rede reúne diferentes serviços de atendimento
As ações do Agosto Lilás em Cruzeiro envolvem a Secretaria Municipal da Mulher e Direitos Humanos, a Secretaria Municipal de Desenvolvimento e Assistência Social, o Instituto da Mulher, o CREAS e outros equipamentos que integram a rede municipal de atendimento.
A proposta é ampliar a articulação entre os serviços para que mulheres em situação de violência tenham acesso a orientação, acolhimento e encaminhamento de acordo com cada situação.
A violência contra a mulher pode ocorrer de diferentes formas, incluindo violência física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. A identificação dos sinais e o conhecimento dos canais de atendimento são considerados elementos importantes para facilitar a busca por ajuda.
O Agosto Lilás reforça, dessa forma, a necessidade de ações de prevenção, informação e proteção, mas a atuação da rede de atendimento ocorre de forma permanente ao longo do ano.
O Fórum realizado em Cruzeiro integra esse conjunto de iniciativas e busca ampliar o conhecimento da população sobre os direitos das mulheres e os serviços disponíveis no município.


Fotos: Divulgação | PMC





