Polícia Civil cumpriu mandado de prisão preventiva contra investigada de 18 anos; caso é apurado como crime grave no Sul de Minas
Por Redação | Portal A Gazeta RM

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) prendeu preventivamente, na segunda-feira (20), Marcela Alcântara Santos, de 18 anos, suspeita de atear fogo em uma funcionária de supermercado no distrito de Olhos d’Água, em Delfinópolis, no Sul de Minas Gerais.
A vítima, Íris Cândida, de 24 anos, estava internada desde o ataque, ocorrido no dia 11 de abril, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na manhã de domingo (19), em unidade hospitalar de referência na cidade de São Sebastião do Paraíso.
Crime ocorreu durante expediente
Segundo as investigações iniciais, Íris trabalhava no caixa do estabelecimento quando a suspeita entrou no supermercado, pegou um litro de álcool e, ao passar pelo setor de atendimento, lançou o líquido inflamável sobre a vítima.
Na sequência, conforme apurado pela polícia, a investigada perseguiu a jovem até os fundos do comércio e ateou fogo em seu corpo.
Mesmo ferida e em chamas, Íris conseguiu correr para pedir socorro. Pessoas que estavam no local ajudaram a conter o fogo até a chegada do atendimento de emergência.
Ferimentos graves
De acordo com informações médicas repassadas às autoridades, a vítima sofreu queimaduras de segundo grau nos braços, pescoço, tórax, abdômen e região da virilha.
Após atendimento inicial no município, ela foi transferida para um hospital especializado em São Sebastião do Paraíso, onde permaneceu internada em estado grave. Apesar dos esforços da equipe médica, morreu nove dias depois.
Motivação ainda é investigada
Ainda no hospital, Íris relatou aos policiais que não sabia o motivo do ataque.
Ela informou, no entanto, que minutos antes da agressão, o namorado da suspeita esteve no supermercado, fez compras e conversou com ela sobre um show.
A Polícia Militar levantou a hipótese de eventual auxílio na fuga, mas o homem negou participação. Em depoimento, ele afirmou que esteve no local com a namorada, saiu do estabelecimento e, enquanto tomava banho em casa, ela deixou a residência.
Imagens de segurança auxiliaram investigação
Toda a ação foi registrada por câmeras de monitoramento do supermercado. As imagens passaram a integrar o inquérito conduzido pela Polícia Civil.
Além da agressão contra a funcionária, o ataque também causou danos materiais em equipamentos do caixa, como máquinas de cartão e teclado.
Prisão preventiva
A prisão preventiva foi decretada pela Justiça após representação policial durante o andamento das investigações. A suspeita foi localizada e encaminhada ao sistema prisional, permanecendo à disposição da Justiça.
Caso segue em apuração
A Polícia Civil informou que o caso continua sendo investigado para esclarecer a motivação do crime e eventuais responsabilidades de outras pessoas envolvidas. O enquadramento penal poderá ser atualizado conforme o avanço do inquérito.
Fotos: Divulgação




