Suspeita teria reagido durante atendimento e possui histórico de golpes financeiros, segundo a polícia
Por Redação | Portal A Gazeta RM
Uma mulher foi presa em flagrante na tarde de quarta-feira (29) após tentar aplicar um golpe em uma agência da Caixa Econômica Federal, em Cruzeiro. A ocorrência mobilizou funcionários da unidade e contou com a atuação da Polícia Federal.
De acordo com as informações apuradas, a suspeita entrou na agência com o objetivo de retirar um cartão bancário e realizar movimentações financeiras. Durante o atendimento, ela apresentou um documento de identidade que levantou suspeitas entre os funcionários, que identificaram inconsistências e passaram a verificar os dados com mais rigor.
Ao perceber que poderia ser descoberta, a mulher teria se alterado e tentado recuperar o documento apresentado, iniciando uma discussão com os atendentes. O comportamento chamou a atenção de clientes e levou ao acionamento das autoridades.
Com a chegada da equipe policial, a suspeita resistiu inicialmente à abordagem. Segundo os agentes, foi necessário o uso de algemas para contê-la e realizar sua condução até a delegacia.
Já na unidade policial, a mulher apresentou sua identificação verdadeira, incluindo CPF e um cartão de visitante vinculado à Secretaria de Administração Penitenciária, o que possibilitou a confirmação de sua identidade.
Durante a apuração, os investigadores constataram que a suspeita possui antecedentes relacionados a crimes financeiros. Conforme registros policiais, ela é investigada por práticas como estelionato e extorsão, com atuação recorrente em fraudes aplicadas por meios digitais.
As investigações apontam que o método utilizado envolvia o uso do WhatsApp para abordar vítimas. A suspeita enviava mensagens utilizando fotos de familiares ou pessoas conhecidas para ganhar credibilidade e, em seguida, alegava situações emergenciais, como dívidas ou dificuldades financeiras, para solicitar transferências via PIX.
Os valores obtidos nos golpes anteriores variavam entre R$ 437 e quase R$ 1 mil por ocorrência. Segundo a polícia, o padrão de atuação indica possível prática reiterada.
Diante do histórico e da reincidência, a autoridade policial solicitou a conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva, com o objetivo de garantir a ordem pública e evitar novos crimes.
A Polícia Federal do Brasil e a Polícia Civil seguem com as investigações para identificar possíveis comparsas, além de analisar movimentações financeiras e contas utilizadas para recebimento dos valores.
O caso também reforça o alerta para tentativas de fraude em instituições bancárias. Neste episódio, a atenção dos funcionários foi determinante para impedir a conclusão da movimentação financeira e evitar prejuízos.
As investigações continuam e novos desdobramentos podem ocorrer a partir da análise de materiais apreendidos e dados bancários ligados à suspeita.
Foto: Redes sociais




