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Não adiantou ‘merda nenhuma’ diz vereador Zé Ritinha sobre descumprimento de lei sobre participação de comerciantes locais na Festa do Tropeiro em Silveiras, SP

Durante sessão da Câmara, parlamentar afirmou que parte dos comerciantes do município ficou fora do espaço principal do evento e questionou a aplicação da legislação aprovada pelo Legislativo

Por Redação | Portal A Gazeta RM

O vereador José Carlos Gomes, conhecido como “Zé Ritinha” (Republicanos), utilizou a tribuna da Câmara Municipal de Silveiras, no interior de São Paulo, durante a sessão realizada na terça-feira (8), para fazer uma avaliação sobre a realização da Festa do Tropeiro e cobrar do Poder Executivo o cumprimento de uma legislação municipal relacionada à participação de comerciantes e artistas da cidade em eventos promovidos pelo município.

Em seu pronunciamento, o parlamentar reconheceu que a Festa do Tropeiro foi realizada com desfile, apresentações culturais e shows musicais, mas afirmou que o evento também trouxe questionamentos relacionados à participação da população local na comercialização de produtos e serviços.

A principal crítica apresentada pelo vereador foi direcionada à aplicação de uma lei aprovada anteriormente pela Câmara Municipal. Segundo Zé Ritinha, a legislação prevê medidas para incentivar a participação de moradores de Silveiras nos eventos, incluindo a contratação de cantores do município e a reserva de 40% das barracas para a população local.

Vereador questiona presença de comerciantes de fora

Durante a fala, Zé Ritinha afirmou que, apesar da previsão legal, a maior parte das barracas instaladas na Festa do Tropeiro teria sido ocupada por comerciantes de outras cidades.

O vereador comparou a situação com o que, segundo ele, já havia ocorrido durante o rodeio realizado no município. Na avaliação do parlamentar, comerciantes de Silveiras tiveram dificuldades para conseguir espaço dentro da área principal dos eventos.

Segundo o vereador, alguns moradores optaram por alugar imóveis nas proximidades ou utilizar espaços localizados fora da área principal da festa para conseguir comercializar seus produtos.

“Todos que estão aqui viram que a maioria das barracas que estavam na Festa do Tropeiro era de fora”, afirmou durante o pronunciamento.

Ainda segundo Zé Ritinha, o custo cobrado para a instalação de barracas dentro do espaço dos eventos teria sido um dos fatores que dificultaram a participação de comerciantes locais.

O parlamentar afirmou que alguns moradores acabaram encontrando alternativas fora da área principal, inclusive com o aluguel de casas para realizar as vendas durante o período da festa.

Crítica à aplicação da legislação

Ao abordar a legislação aprovada pela Câmara, o vereador afirmou que o objetivo da norma era criar mecanismos para beneficiar diretamente os moradores de Silveiras.

Na avaliação dele, entretanto, a lei não estaria sendo efetivamente aplicada pelo Executivo municipal.

Zé Ritinha criticou especificamente a falta de cumprimento da reserva de espaços para comerciantes locais e também questionou a aplicação da previsão relacionada à contratação de artistas do município.

Em tom de cobrança aos demais vereadores, o parlamentar afirmou que o Legislativo aprovou a legislação, mas que, sem a aplicação por parte do Executivo, a medida acaba não produzindo os efeitos esperados.

“Essa Câmara que aprovou uma lei que falava sobre a contratação de cantores do município e também a obrigatoriedade de separar 40% das barracas para a população de Silveiras”, declarou.

Na sequência, o vereador afirmou que, diante da forma como a legislação estaria sendo aplicada, a aprovação da norma não teria alcançado o objetivo pretendido.

“Então nós vereadores que aprovamos a lei, desculpa o termo esdrúxula de falar, não adiantou merda nenhuma, porque o Executivo não faz valer. Quem está no comando da Secretaria não faz valer com que a lei que prevalece, que quer ajudar a população de Silveiras, não foi ajudada. A festa ocorreu legal, foi muito legal, só que fica aqui essa reflexão a todos vocês, vereadores, que aprovaram essa lei e essa lei nunca foi cumprida, nunca foi tirada do papel, só foi mais um papel em vão e que não foi reconhecido.

Pedido de atenção para próximos eventos

Apesar das críticas, o vereador destacou que considerou positiva a realização da Festa do Tropeiro e reconheceu a importância do evento para a cidade, especialmente pela preservação da tradição, pelo desfile e pelas atrações musicais.

A manifestação teve como foco, segundo o parlamentar, chamar a atenção dos vereadores e da administração municipal para que a legislação seja efetivamente colocada em prática nos próximos eventos.

“Fica aqui essa reflexão a todos vocês, vereadores, que aprovaram essa lei”, afirmou Zé Ritinha durante a sessão.

O vereador também declarou que a legislação, na avaliação dele, foi criada para contribuir com a população de Silveiras e que, por isso, deveria ser aplicada de maneira efetiva.

Discussão envolve comércio local e eventos municipais

A questão levantada na Câmara envolve a participação de comerciantes locais em eventos realizados no município e a forma como os espaços destinados à venda de produtos e serviços são distribuídos.

Para o vereador, garantir a presença de empreendedores da própria cidade pode permitir que parte dos recursos movimentados durante grandes eventos permaneça no comércio local.

A discussão também envolve a necessidade de conciliar as regras estabelecidas pela legislação municipal com a organização e a estrutura necessária para a realização dos eventos.

Até a publicação desta matéria, não foram apresentadas, no conteúdo do pronunciamento do vereador, informações detalhadas sobre o número total de barracas instaladas na Festa do Tropeiro, quantas foram destinadas a comerciantes de Silveiras ou os critérios utilizados pela organização para a distribuição dos espaços.

Também não há, no material apresentado, manifestação do Poder Executivo ou da secretaria responsável pela organização do evento sobre as afirmações feitas na tribuna.

A aplicação da lei mencionada pelo vereador e os critérios utilizados para a contratação de artistas e distribuição das barracas poderão ser esclarecidos pela Prefeitura e pelos responsáveis pela organização dos próximos eventos.

O assunto deve continuar sendo acompanhado pelo Legislativo municipal, especialmente diante da cobrança apresentada durante a sessão.

Foto: Reprodução

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