Investigação aponta prejuízo superior a R$ 17 milhões e mais de cem possíveis vítimas no estado
Por Redação | Portal A Gazeta RM
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), uma operação para desarticular um suposto esquema de pirâmide financeira que teria causado prejuízos milionários a investidores em diversas cidades do estado. A ação ocorreu em Belo Horizonte e Varginha, no Sul de Minas, e resultou na prisão preventiva de dois homens, de 46 e 65 anos.
As investigações são conduzidas pela Delegacia Especializada em Investigação de Crimes Contra a Ordem Tributária e apuram suspeitas de estelionato, lavagem de dinheiro e prática de pirâmide financeira.
De acordo com a Polícia Civil, os investigados teriam atraído investidores com promessas de altos rendimentos financeiros em aplicações consideradas de baixo risco. Conforme apurado até o momento, o grupo movimentou cifras milionárias por meio de um modelo fraudulento de captação de recursos.
A estimativa inicial é de que mais de cem pessoas tenham sido vítimas do esquema, com prejuízo total que pode ultrapassar R$ 17 milhões.
Mandados e apreensões
Durante a operação, os policiais civis cumpriram mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em imóveis ligados aos investigados.
Nas diligências, foram apreendidos um notebook, aparelhos celulares, dispositivos eletrônicos, documentos diversos e cédulas falsas. Todo o material recolhido será submetido à análise técnica para auxiliar no aprofundamento das investigações e na identificação de possíveis ramificações do esquema financeiro.
Segundo a Polícia Civil, a apuração busca esclarecer a estrutura utilizada pelos suspeitos, o destino dos valores captados e a possível participação de outras pessoas envolvidas nas operações financeiras investigadas.
Os dois homens presos foram encaminhados para a formalização dos procedimentos de polícia judiciária, prestaram depoimento e, posteriormente, foram levados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição da Justiça.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam e novas medidas não estão descartadas.
Foto: Divulgação | PCMG





