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Polícia Federal aponta irregularidades em empresa investigada por contratos da merenda escolar em Ubatuba, SP

Mensagens obtidas pela investigação citam problemas sanitários e fornecimento de produtos para escolas da rede municipal

Por Redação | Portal A Gazeta RM

Mensagens obtidas pela Polícia Federal (PF) durante a investigação sobre supostas fraudes em contratos da merenda escolar em Ubatuba, no Litoral Norte de São Paulo, revelam indícios de irregularidades envolvendo a empresa Maranata, apontada pelos investigadores como uma das peças centrais do esquema apurado.

De acordo com o relatório da PF, a empresa teria sido criada pelo proprietário da ACF — empresa vencedora de licitações para fornecimento da merenda escolar no município — em nome do enteado. Segundo a investigação, a Maranata atuaria como intermediária nos contratos públicos.

A Polícia Federal sustenta que a empresa adquiria grandes quantidades de temperos e outros produtos alimentícios no atacado, realizava o fracionamento em embalagens menores e revendia os itens à ACF com valores superiores. Os produtos, posteriormente, seriam distribuídos às unidades escolares da rede municipal por meio dos contratos de alimentação escolar.

Fiscalização sanitária

Entre os documentos reunidos pela investigação, consta uma troca de mensagens datada de junho de 2023, na qual uma das investigadas relata uma fiscalização realizada pela Vigilância Sanitária na empresa Maranata.

Segundo a PF, a autora da mensagem seria responsável pela elaboração dos cardápios da merenda escolar da Prefeitura de Ubatuba e também companheira do proprietário da ACF.

Na conversa reproduzida no relatório, ela informa:

“Vigilância acabou de sair daqui. Estamos proibidos de fabricar. Ela disse pra gente recolher nossos produtos do mercado.”

O conteúdo da mensagem passou a integrar os elementos analisados pelos investigadores no inquérito que apura possíveis irregularidades na execução dos contratos públicos.

Reclamação sobre produtos em escola municipal

Outro trecho destacado pela Polícia Federal envolve produtos fornecidos para a Escola Municipal Belarmino Sampaio, localizada no bairro Puruba.

Segundo o relatório, em mensagem enviada ao proprietário da ACF, a investigada relata que a nutricionista da unidade escolar teria identificado um “cheiro azedo” em potes de alho fornecidos pela empresa Maranata.

Ainda conforme a transcrição, ela pede que os recipientes fossem retirados da escola. O documento menciona a existência de 14 potes de alho armazenados na despensa da unidade.

Investigação segue em andamento

As mensagens fazem parte do conjunto de provas reunidas pela Polícia Federal na investigação que apura possíveis fraudes em contratos ligados à merenda escolar em Ubatuba.

Até o momento, não houve divulgação oficial sobre eventual denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal ou decisão judicial relacionada ao caso. A investigação continua em andamento.

A Prefeitura de Ubatuba e os envolvidos citados na apuração ainda podem se manifestar oficialmente sobre o conteúdo das investigações.

Foto: Divulgação | PF

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