Investigação apura compartilhamento de material de abuso sexual infantil e possível aliciamento de menores; buscas em Angra dos Reis e Mangaratiba fazem parte das diligências.
Por Redação | Porta A Gazeta RM
Na manhã desta quinta-feira (12), a Polícia Federal (PF) cumpriu um mandado de prisão temporária contra um homem de 32 anos na terceira fase da Operação “Classificação de Risco”, ação que investiga a prática de crimes relacionados ao compartilhamento de material contendo cenas de abuso sexual de crianças e adolescentes e possível aliciamento de menores pela internet. A operação ocorre em Angra dos Reis, município da Região dos Lagos do Rio de Janeiro.
A Operação Classificação de Risco iniciou-se com monitoramento em ambiente virtual que identificou indícios de armazenamento e disseminação de arquivos ilegais contendo conteúdo de abuso sexual infantil. A partir desses dados, a PF conseguiu localizar e identificar investigados e articular as fases seguintes da operação.
A prisão cumprida nesta quinta-feira representa a terceira fase da ação. Nas etapas anteriores, um médico pediatra foi detido temporariamente sob suspeita de envolvimento nos mesmos tipos de crime, e um professor da rede pública de ensino também chegou a ser alvo de prisão temporária por participação no compartilhamento de material ilícito e possível envolvimento no aliciamento de crianças — este último foi conduzido para esclarecimentos e, em algumas reportagens, posteriormente liberado, permanecendo sob investigação.
Além da prisão do homem de 32 anos, agentes da PF cumpriram dois mandados de busca e apreensão: um no Centro de Angra dos Reis e outro no distrito de Conceição de Jacareí, em Mangaratiba. Nesses endereços, foram recolhidos equipamentos eletrônicos — como computadores, celulares e dispositivos de armazenamento — que serão submetidos à perícia técnica para aprofundar a investigação, identificar possíveis vítimas e verificar se há outros envolvidos nos crimes investigados.
Segundo a PF, as diligências seguem em andamento para esmiuçar todas as linhas de atuação dos suspeitos, identificar outros possíveis participantes e coletar elementos que possam esclarecer as circunstâncias e extensão dos crimes relacionados ao abuso sexual de menores.
Os delitos investigados pela Polícia Federal envolvem o compartilhamento de material contendo cenas de abuso sexual infantojuvenil e indícios de aliciamento de crianças e adolescentes para fins sexuais, ambos crimes previstos no ordenamento jurídico brasileiro, especialmente quando ocorrem no ambiente digital.
As prisões temporárias, busca e apreensão e análise de dispositivos eletrônicos são medidas cautelares que visam garantir a preservação de provas e a continuidade das investigações. Os investigados permanecem à disposição da Justiça enquanto prossegue o inquérito policial.
A atuação da Polícia Federal no combate a crimes contra crianças e adolescentes tem sido reforçada em diversas operações, com cumprimento de mandados de prisão e de busca e apreensão em diferentes fases de investigações em todo o país. Tais ações incluem monitoramento proativo da internet para identificação de redes de compartilhamento de material ilícito e colaboração com outras instituições e órgãos de proteção de direitos.
Foto: Divulgação | PF




