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Prefeitura de Alagoa, MG comunica ataque cibernético e retirada ilegal de recursos de contas municipais

Administração municipal informa que valores depositados na Caixa Econômica Federal foram desviados por ação criminosa. Polícia Civil instaurou inquérito, Polícia Federal foi comunicada e Prefeitura busca, com apoio da AMM e do TCE-MG, a recuperação do dinheiro público.

Por Redação | Portal A Gazeta RM

A Prefeitura de Alagoa, no Sul de Minas Gerais, informou que o município foi vítima de um crime cibernético que resultou na retirada ilegal de recursos financeiros depositados em contas municipais mantidas junto à Caixa Econômica Federal.

A informação foi divulgada pela administração municipal, por meio de um comunicado atribuído ao prefeito Sebastião Mendes Pinto Neto. Segundo a Prefeitura, a ocorrência envolve a atuação de um grupo criminoso que teria conseguido realizar movimentações financeiras não autorizadas, causando prejuízo aos cofres públicos.

Assim que identificou a situação, a administração municipal informou ter iniciado as providências necessárias para apurar as circunstâncias do ocorrido, identificar os responsáveis e buscar a recuperação dos valores retirados das contas públicas.

Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o caso

De acordo com o comunicado oficial, a Polícia Civil instaurou um Inquérito Policial para investigar o crime cibernético e esclarecer como ocorreram as movimentações financeiras.

A Prefeitura afirmou que está colaborando integralmente com as autoridades policiais e disponibilizando as informações necessárias para o andamento das investigações.

A Polícia Federal também foi comunicada para que possa apurar os fatos, considerando a natureza do crime e as circunstâncias envolvendo as operações bancárias.

A investigação deverá buscar esclarecer de que maneira os criminosos conseguiram acessar os recursos municipais, quais mecanismos foram utilizados nas operações e se houve participação de outras pessoas ou organizações.

Até o momento, a administração municipal não divulgou o montante total dos recursos retirados, a quantidade de contas atingidas ou detalhes técnicos sobre a invasão dos sistemas.

Outros municípios também teriam sido atingidos

A Prefeitura de Alagoa informou que o município não foi o único a enfrentar esse tipo de ocorrência.

Segundo a administração, outros municípios mineiros também teriam sido vítimas de golpes semelhantes, conforme informações divulgadas pela Associação Mineira de Municípios (AMM) e pelo Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG).

A situação chama a atenção para os riscos relacionados à segurança digital na administração pública, especialmente no controle de contas bancárias, movimentações financeiras e proteção de recursos destinados à prestação de serviços à população.

Crimes dessa natureza podem comprometer o planejamento financeiro das administrações municipais e exigir medidas emergenciais para preservar a continuidade dos serviços públicos.

AMM e TCE-MG acompanham tratativas com a Caixa

Ainda conforme a Prefeitura, o município está recebendo suporte institucional da Associação Mineira de Municípios e auxílio do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais.

As duas instituições já teriam conhecimento do caso e estão intermediando tratativas com a Caixa Econômica Federal para buscar uma solução administrativa com a maior brevidade possível.

O principal objetivo dessas tratativas é viabilizar a devolução dos recursos retirados ilegalmente das contas municipais.

A recuperação do dinheiro dependerá da análise das operações, dos procedimentos bancários e das providências administrativas e legais cabíveis.

Prefeitura promete manter população informada

No comunicado, a administração municipal reafirmou o compromisso de colaborar com as autoridades responsáveis pela investigação e adotar todas as medidas necessárias para tentar recuperar os valores pertencentes ao município.

O prefeito Sebastião Mendes Pinto Neto também informou que a população será comunicada sobre os avanços do caso, respeitando, entretanto, as informações que precisam permanecer sob sigilo para não comprometer o trabalho investigativo.

A Prefeitura destacou que continuará acompanhando o andamento das apurações e das negociações com a instituição financeira.

O caso permanece em investigação, e ainda deverão ser esclarecidos o valor total do prejuízo, a forma de atuação dos criminosos e as responsabilidades relacionadas às movimentações financeiras não autorizadas.

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Foto: Divulgação | PMA

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