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Síndico deixou de ser “faz-tudo”: condomínio exige cada vez mais perfil de gestor

Da conta de luz à inteligência artificial, rotina dos condomínios ficou mais complexa e exige planejamento, conhecimento e capacidade de decisão

Por Renata Vanzeli

O tempo em que o síndico era lembrado apenas como a pessoa que chamava o encanador, acompanhava um reparo ou cobrava o morador que deixava o carro fora da vaga ficou para trás. A rotina dos condomínios mudou e a função de quem administra esses espaços também. Os síndicos se tornaram gestores e cada vez com perfil mais qualificado.

Hoje, o síndico está diante de decisões que envolvem orçamento, contratos, segurança, manutenção, legislação, fornecedores, tecnologia e relacionamento entre moradores. Em muitos empreendimentos, também precisa avaliar soluções como portaria remota, controle de acesso digital, câmeras inteligentes e ferramentas de inteligência artificial.

Na prática, o condomínio passou a exigir uma gestão cada vez mais profissional.

“Administrar um condomínio hoje é administrar patrimônio, dinheiro e pessoas. O síndico precisa entender o funcionamento do empreendimento, conhecer os números, acompanhar contratos, prevenir problemas e saber tomar decisões. Não é mais uma função que pode ser conduzida apenas com boa vontade”, afirma Marcos Velozo, especialista em gestão condominial, do escritório ADM Velozo, que atende todo o Vale do Paraíba e Litoral Norte.

A tecnologia entrou no condomínio e trouxe novas responsabilidades

A tecnologia pode facilitar a vida de moradores e síndicos, mas também exige cuidado. Antes de adotar um novo sistema, é preciso entender se ele realmente resolve uma necessidade do condomínio, qual será o custo e como será feita sua operação.

Uma portaria digital, por exemplo, pode agilizar o acesso e reduzir determinadas despesas. Mas precisa estar acompanhada de protocolos de segurança. O mesmo vale para câmeras, sistemas de reconhecimento e ferramentas de inteligência artificial.

“Não adianta colocar tecnologia no condomínio só porque é uma tendência. É preciso saber qual problema ela vai resolver, quanto vai custar e se os moradores estão preparados para utilizá-la. Tecnologia sem planejamento pode virar apenas mais uma despesa”, explica Velozo.

O morador também precisa olhar para a gestão

A profissionalização do condomínio não é responsabilidade apenas do síndico. Os moradores também têm papel importante nesse processo, principalmente na hora de escolher quem ficará responsável pela administração.

Mais do que observar se o síndico consegue resolver rapidamente os problemas do dia a dia, é importante avaliar se existe planejamento financeiro, transparência, manutenção preventiva, controle de contratos e atenção à segurança.

Mediação de Conflitos

Outro ponto é a capacidade de comunicação. Em um ambiente onde diferentes pessoas dividem áreas, regras e despesas, saber dialogar e mediar conflitos também faz parte da gestão.

“Um bom síndico não é aquele que simplesmente atende a todas as solicitações. É aquele que consegue identificar prioridades, administrar recursos, ouvir os moradores e tomar decisões pensando no coletivo. Às vezes, a melhor decisão é justamente aquela que evita um problema ou uma despesa maior no futuro”, destaca o especialista.

A nova geração de síndicos

Com condomínios mais equipados e moradores mais conectados, a tendência é que a gestão continue se tornando cada vez mais profissional. O síndico do futuro terá de combinar conhecimento administrativo com tecnologia, planejamento e capacidade de relacionamento. O posicionamento terá de ser de um gestor administrando um patrimônio coletivo.

Fonte: ADM Velozo
Velozo Consultoria Empresarial e Condominial
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