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Homem morre após ser baleado por policial durante ocorrência de violência doméstica em Itaú de Minas, MG

Segundo a Polícia Militar, suspeito estava armado com um facão e teria avançado contra os agentes; policial que efetuou os disparos foi preso em flagrante para apuração da ocorrência

Por Redação | Portal A Gazeta RM

Um homem identificado como Jarlé Felipe Coimbra Santos morreu após ser baleado por um policial militar durante uma ocorrência de violência doméstica, na quinta-feira (13), em Itaú de Minas, no Sul de Minas Gerais.

De acordo com informações registradas no boletim de ocorrência, a Polícia Militar foi acionada após uma adolescente de 15 anos procurar o pelotão e relatar que o tio estaria alterado, após passar o dia consumindo bebida alcoólica, e teria ameaçado a própria mãe de morte.

Segundo o relato apresentado aos militares, a mulher teria pedido ajuda à adolescente após o filho danificar móveis da residência e fazer ameaças de matá-la e incendiar o imóvel.

Após receber as informações, uma equipe da Polícia Militar foi até o endereço indicado. Conforme o boletim de ocorrência, os militares encontraram Santos no meio da rua, segurando um facão.

Os policiais teriam determinado que ele largasse a arma, mas, segundo o registro, o homem não obedeceu e avançou na direção da equipe.

Diante da aproximação, um dos militares efetuou um disparo com munição de menor potencial ofensivo, na tentativa de conter o homem.

Ainda conforme o boletim, mesmo após o primeiro disparo, Santos teria continuado avançando contra os policiais.

Durante a tentativa de recuo, o policial que havia utilizado a munição não letal caiu no chão.

Segundo a versão registrada pela Polícia Militar, Santos teria então levantado o facão e avançado contra o segundo agente, que também caiu enquanto tentava se afastar.

O boletim relata que, quando o homem estava a aproximadamente um metro de distância de um dos policiais e com o facão levantado, o militar conseguiu se levantar e efetuou três disparos de arma de fogo contra Santos. O homem foi atingido e caiu.

A Polícia Militar informou que o próprio agente que efetuou os disparos possui credenciamento para atuação em atendimento pré-hospitalar e iniciou os primeiros socorros imediatamente após a ocorrência.

Uma ambulância foi acionada e Santos foi encaminhado ao Pronto-Socorro de Itaú de Minas. Apesar do atendimento, ele não resistiu aos ferimentos e morreu na unidade de saúde.

A dinâmica apresentada no boletim de ocorrência deverá ser analisada durante a investigação, especialmente em relação às circunstâncias em que os disparos foram efetuados.

A Perícia da Polícia Civil esteve no local e realizou os procedimentos necessários para a coleta de vestígios e demais elementos que possam auxiliar na apuração.

A arma utilizada pelo policial durante a ocorrência foi apreendida para os procedimentos investigativos.

A investigação deverá considerar os relatos dos envolvidos, de testemunhas e os elementos técnicos produzidos pela perícia para esclarecer a dinâmica do confronto.

Após a análise inicial da ocorrência e a oitiva dos policiais militares e de testemunhas, o comandante da companhia determinou a prisão em flagrante do policial que efetuou os disparos.

O militar foi conduzido à sede do pelotão para a realização dos procedimentos de polícia judiciária militar.

A prisão para apuração da ocorrência não representa, por si só, uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal do agente. A legalidade e as circunstâncias do uso da força serão analisadas pelas autoridades competentes.

Ainda segundo a Polícia Militar, Santos possuía registros anteriores de ocorrências policiais. Entre os casos mencionados pela corporação estão ocorrências relacionadas a dano, furto, tentativa de furto e posse de drogas.

Esses registros, entretanto, não têm relação direta com a ocorrência desta quinta-feira e deverão ser considerados separadamente de eventual investigação sobre a morte.

O caso permanece sob apuração das autoridades, que deverão analisar as circunstâncias da ocorrência, o uso da arma de fogo e a atuação dos policiais envolvidos.

Foto: Helder Almeida

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